

O SILÊNCIO EM MIM
Um laçarote
Vem lá de cima. Minha hora é chegada. Se temo a morte? Temo que se aproxime A hora que em mim brote. Morte! Nada vos oferto Além de mim mesmo. Nada mais é certo De que nada tenho. Não fui lhe procurar Com meu vazio alforje. Sou fraco, não forte, Deixe-me ficar! O barulho que ouço É o silêncio em mim. Como o quebrar do ovo E o som do clarim. Tum tum tum tum Faz meu coração. Por artéria e veia Vai meu sangue em vão. A vida me deixa A morte me leva. Não tenho queixa Nada mais me resta. O barulho cessa Não há mais tum tum. O laçarote é um trem A caminho do além.
rub levy
Enviado por rub levy em 04/10/2026
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
|